
Um recipiente para guardar um corpo mumificado. Os caixões podiam ser antropoides (no formato de um corpo humano) ou retangulares. A religião egípcia exigia que o corpo estivesse intacto para que pudesse ressuscitar no outro mundo. Os sepultamentos antigos em covas de areia secavam e preservavam o corpo, mas a erosão pelo vento ou animais selvagens frequentemente expunham o cadáver. Como cobertura protetora para o corpo, os primeiros caixões foram feitos de juncos trançados e, posteriormente, de madeira.

Durante o Império Antigo, os caixões de madeira e os sarcófagos de pedra eram vistos como um lugar de descanso para o falecido (veja SARCÓFAGO). O caixão encaixava-se dentro do sarcófago de pedra. As tampas dos sarcófagos eram tão pesadas que precisavam ser erguidas e abaixadas com cordas. A diferença entre um caixão e um sarcófago está principalmente no material de que cada um é feito. Um encaixa dentro do outro: o mais interno (o caixão) é feito de madeira, e o externo (o sarcófago, que em grego significa comensal da carne) é feito de pedra. No Império Médio, os caixões mais populares eram retangulares, de madeira e frequentemente pintados com motivos funerários. Esses caixões podiam ser altamente decorados, tanto por dentro quanto por fora, com cenas do falecido sentado diante de uma mesa de oferendas suntuosa. A maioria dos caixões do Império Médio era decorada com o olho de Hórus. Dois OLHOS DE HÓRUS eram pintados no painel externo do caixão voltado para o leste, talvez para que o falecido ainda pudesse ter uma visão do mundo dos vivos. Os caixões antropoides no formato do corpo humano foram feitos na Décima Segunda Dinastia (1985 - 1795 a.C.) e continuaram até o fim da civilização egípcia. Esse formato estava associado a OSÍRIS, o deus dos mortos, e os caixões eram elaboradamente pintados com cenas religiosas e mitológicas.