
O cemitério dos faraós do Novo Império (1550–1069 a.C.), o Vale dos Reis está localizado na margem oeste do Nilo, em frente à moderna Luxor. Durante quase 500 anos, os mais talentosos artistas e artesãos trabalharam nos túmulos dos faraós no Vale dos Reis, decorando as paredes das tumbas reais com cenas complexas da religião e mitologia do Egito. O Vale dos Reis possui um esporão oriental e um ocidental e, dos 62 túmulos descobertos até o momento, apenas quatro ficam no Vale Ocidental, que é mais isolado. As tumbas são identificadas como KV (do inglês King's Valley) e WV (Western Valley). Cada uma é numerada na ordem em que foi descoberta. Dois túmulos no Vale Ocidental foram identificados: o de Amenófis III, avô de Tutancâmon (WV 22), e o de Aye, vizir e provável assassino de Tutancâmon (WV 23). Existem dois túmulos inacabados sem inscrições (WV 24 e 25). Os túmulos inacabados no Vale Oriental não estão listados.

Em 6 de fevereiro de 2006, o Conselho Supremo de Antiguidades anunciou a descoberta de uma nova tumba no Vale dos Reis. Designada como KV 63, a tumba está localizada perto da de Tutancâmon (KV 62) e foi descoberta quando os arqueólogos escavavam cabanas de trabalhadores nas proximidades.
Um poço de 6 metros leva a uma única câmara que parece ter sido aberta e selada novamente várias vezes. Dentro da câmara há sete ataúdes de madeira, dois deles infantis. Alguns caixões foram danificados por cupins, e nenhum nome ou inscrição foi encontrado. Quando os caixões foram restaurados e abertos, revelaram não múmias, mas pedaços de cerâmica, linho e natrão — todos materiais usados na mumificação. Além dos caixões, foram encontrados 28 grandes jarros de armazenamento, que também continham pedaços de linho, natrão e cerâmica, levando os egiptólogos a especular que a KV 63 era um depósito de embalsamamento e não um túmulo real.